quinta-feira, 29 de setembro de 2016
As transformações diárias!
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Docemente continuamos.
"Vamos chorar juntos, baixinho.
Por ter sofrido e continuar tão docemente.
A dor cansada numa lágrima simplificada”.
Por ter sofrido e continuar tão docemente.
A dor cansada numa lágrima simplificada”.
[Clarice Lispector in Perto do Coração Selvagem]
Tão lindo!
E continuamos, docemente!!!
💜
E continuamos, docemente!!!
terça-feira, 10 de maio de 2016
Mais importante do que encontrar alguém é saber se a ponte que ligará vocês é realmente firme. E olha só, você não vai explicar nada pelo caminho, sabe porque? Por que você não sabe se o outro quer seguir por onde pretende ir. Sabendo que ele não quer, siga você por onde quer. Pior do que não saber para onde ir, é alguém que te faça voltar com ele.
Finalmente alguém teve coragem de estar ao meu lado quando eu parecia arisca demais. Você me mostrou uma ponte firme e um propósito consistente. Eu só queria seguir pelo meu percurso sozinha, já deixei pessoas para trás e não me arrependo disso. Só não imaginava encontrar alguém que fosse se empenhar em me mostrar um novo caminho, com a proposta de sermos dois.
É admirável encontrar alguém que queira abrir mão de uma agenda corrida e concorrida para te ter por perto, e que mesmo com os olhos grudados no e-mail do trabalho ainda consiga te dar atenção.
Uma segurança rara de sentimento e parceria.Por fim, admirar alguém também requer coragem, não apenas nos momentos em que um ou outro está mais arisco, mas nos momentos de calmaria. É ter coragem para deixar ir, mesmo querendo que o outro fique. É continuar sendo porto seguro quando o barco está no mar. É simplesmente estar. Mais importante que alimentar o amor é administrar a admiração. Nem de mais, nem de menos, apenas o suficiente para ser estável.
Estado cívil? Admirado. Admirando
Cotidiano dela...
Cotidiano dela...
terça-feira, 5 de abril de 2016
Meu amor
O mundo está repleto de covardes
Que chegarão com flores e promessas vazias
Sedutores que não sabem o que significa cuidado
Cuidado!
Na verdade, eles são garotinhos assustados
Quando enxergarem o seu tamanho e profundidade eles se apequenam
Irão espernear e dizer que a culpa é sua
Irão desistir e você já viu isso acontecer muitas vezes
Mas a sua natureza é ser mar
Não se sinta mal por isso
Não é sua culpa
A imensidão não é para todos
É para quem tem coragem
Eles amam as poças de amor
Não se diminua
E quanto a mim
Quero meus dedos e minha alma enrugadas pelo tempo que irei ficar em ti.
P.S: Muitos já desistiram quando viram sua maré alta?
O mundo está repleto de covardes
Que chegarão com flores e promessas vazias
Sedutores que não sabem o que significa cuidado
Cuidado!
Na verdade, eles são garotinhos assustados
Quando enxergarem o seu tamanho e profundidade eles se apequenam
Irão espernear e dizer que a culpa é sua
Irão desistir e você já viu isso acontecer muitas vezes
Mas a sua natureza é ser mar
Não se sinta mal por isso
Não é sua culpa
A imensidão não é para todos
É para quem tem coragem
Eles amam as poças de amor
Não se diminua
E quanto a mim
Quero meus dedos e minha alma enrugadas pelo tempo que irei ficar em ti.
P.S: Muitos já desistiram quando viram sua maré alta?
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Seu Jorge já cantarolava, uma melodia de Chico Buarque: "Todo dia ela faz tudo sempre igual/ me sacode às seis horas da manhã/ me sorri um sorriso pontual/ e me beija com a boca de hortelã". Ambos os amantes não pareciam incomodados com a rotina que o casal compartilhava, e a composição não deixa transparecer qualquer desconforto com o cotidiano previsível. Mas e se ela o acordasse um pouco antes para encher de beijos com gosto de... maçã? Se não sorrisse ao acordá-lo, mas o pegasse desprevenido com cócegas que o fizesse perder o ar de tanto rir? E se ele faltasse no trabalho, um dia que seja, para aproveitar o dia na companhia dela?
Viver metodicamente é não viver. Você por acaso sabe se existe vida após essa aqui? Melhor não desperdiçar. Hortelã pode ser bom, mas há uma infinidade de sabores por aí.
Viver metodicamente é não viver. Você por acaso sabe se existe vida após essa aqui? Melhor não desperdiçar. Hortelã pode ser bom, mas há uma infinidade de sabores por aí.
quinta-feira, 31 de março de 2016
Eu prometi a mim, que eu só me casaria depois que eu vencesse o medo que eu tenho de nadar em lugares ermos. E também, depois de superar a aversão que eu tenho de psicanalistas, de medicamentos, de receitas de auto-ajuda, de discutir relacionamentos, da mentira disfarçada de verdade, da rotina em finais de semana, de propagandas de margarinas, do sexo feijão com arroz, do antes e o depois, dos meios sem fins, da implacável previsibilidade e da subjetividade que me dificulta determinar com total clareza os níveis de pH.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
"Não é à toa que entendo os que buscam caminho.
Como busquei arduamente o meu!
E como hoje busco com sofreguidão e aspereza o meu melhor modo de ser,
o meu atalho, já que não ouso mais falar em caminho. Eu que tinha querido.
O Caminho, com letra maiúscula, hoje me agarro ferozmente à procura
de um modo de andar, de um passo certo.
Mas o atalho com sombras refrescantes e reflexo de luz entre as árvores,
o atalho onde eu seja finalmente eu, isso não encontrei.
Mas sei de uma coisa: meu caminho não sou eu, é outro, é os outros.
Quando eu puder sentir plenamente o outro estarei salva e pensarei:
eis o meu porto de chegada”.
[Clarice Lispector in Crónicas no ‘Jornal do Brasil (1968)’]
Como busquei arduamente o meu!
E como hoje busco com sofreguidão e aspereza o meu melhor modo de ser,
o meu atalho, já que não ouso mais falar em caminho. Eu que tinha querido.
O Caminho, com letra maiúscula, hoje me agarro ferozmente à procura
de um modo de andar, de um passo certo.
Mas o atalho com sombras refrescantes e reflexo de luz entre as árvores,
o atalho onde eu seja finalmente eu, isso não encontrei.
Mas sei de uma coisa: meu caminho não sou eu, é outro, é os outros.
Quando eu puder sentir plenamente o outro estarei salva e pensarei:
eis o meu porto de chegada”.
[Clarice Lispector in Crónicas no ‘Jornal do Brasil (1968)’]
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