terça-feira, 13 de agosto de 2013
Como se vai embora de uma pessoa? Onde se compra a passagem? Vai-se de ônibus? Avião? Trem? Ou vai-se a pé tropeçando na vontade tola de voltar? Quantos quilômetros de tempo são necessários para estar longe o suficiente? É preciso viajar até mudar de estado para mudar o estado da alma? Como se vai embora de uma pessoa? Esquecer é sofrer um acidente neste incidente todo que é amar.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
O IMPOSSÍVEL É O SOBRENOME DO MEDO
Perdemos mais tempo arrumando desculpas do que vivendo.
Perdemos mais tempo adiando do que aceitando a dificuldade.
Perdemos mais tempo explicando a desistência do que enfrentando o sim.
Eu garanto que a fuga dá mais trabalho do que se encontrar. Porque estaremos longe, mas com saudade. Porque estaremos protegidos, mas vazios. Porque estaremos aliviados, mas entediados.
Os riscos valorizam a recompensa.
Eu pensei que nunca percorreria o corredor de minha infância caminhando, mas o vô me esperava do outro lado. Eu caí e ele me levantou com suas mãos de regente.
Eu pensei que nunca me manteria equilibrado numa bicicleta, mas meu pai fingiu que segurava a minha garupa e pedalei de olhos fechados com o vento me guiando.
Eu pensei que nunca aprenderia a ler e a escrever, mas a letra da minha mãe foi a escada para as histórias.
Eu pensei que nunca teria um namorado, mas o beijo veio distraído no recreio da segunda série.
Eu pensei que nunca conseguiria nadar, mas os braços foram se revezando até atravessar a piscina.
Eu pensei que nunca passaria no vestibular, mas sacrifiquei noites e pesadelos para um lugar na faculdade.
Eu pensei que nunca dividiria a casa com alguém, eu pensei que nunca seria dependente do olhar de um homem, eu pensei que nunca seria feliz.
Eu pensei, mas fui fazendo. Fazendo. Fazendo.
O impossível é apenas o sobrenome do medo.
O impossível é o possível repartido. O impossível é o possível a dois.
Perdemos mais tempo arrumando desculpas do que vivendo.
Perdemos mais tempo adiando do que aceitando a dificuldade.
Perdemos mais tempo explicando a desistência do que enfrentando o sim.
Eu garanto que a fuga dá mais trabalho do que se encontrar. Porque estaremos longe, mas com saudade. Porque estaremos protegidos, mas vazios. Porque estaremos aliviados, mas entediados.
Os riscos valorizam a recompensa.
Eu pensei que nunca percorreria o corredor de minha infância caminhando, mas o vô me esperava do outro lado. Eu caí e ele me levantou com suas mãos de regente.
Eu pensei que nunca me manteria equilibrado numa bicicleta, mas meu pai fingiu que segurava a minha garupa e pedalei de olhos fechados com o vento me guiando.
Eu pensei que nunca aprenderia a ler e a escrever, mas a letra da minha mãe foi a escada para as histórias.
Eu pensei que nunca teria um namorado, mas o beijo veio distraído no recreio da segunda série.
Eu pensei que nunca conseguiria nadar, mas os braços foram se revezando até atravessar a piscina.
Eu pensei que nunca passaria no vestibular, mas sacrifiquei noites e pesadelos para um lugar na faculdade.
Eu pensei que nunca dividiria a casa com alguém, eu pensei que nunca seria dependente do olhar de um homem, eu pensei que nunca seria feliz.
Eu pensei, mas fui fazendo. Fazendo. Fazendo.
O impossível é apenas o sobrenome do medo.
O impossível é o possível repartido. O impossível é o possível a dois.

O que estou fazendo ainda aqui? Pode me perguntar.
Isso não é um texto, sou eu.
Vou esperar sua resposta.
Não mando sms, não telefono, não apareço, mas não desisto.
Aguardo seu movimento em minha direção.
Estou no lugar que você me conheceu: nas palavras, nas letras.
Estou no lugar que você me enxergará com mais facilidade, para não gerar desencontro.
Não me arrisco a sair daqui e perder você vindo. Vindo. Vindo.
Esta é a minha solidão.
A solidão veste a falta.
A vida se intensifica com os intervalos.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Eu não vou terminar antes do amor. Tenho fé em nosso amor. Tenho fé no meu amor por você.
Não irei desistir de você, daquilo que vivemos e principalmente daquilo que viveremos lado a lado. Não mentirei para mim sem antes tentar tudo, sem antes brigar pelo homem da minha vida.
Minha coragem é a falta que sinto de você. Não irei jogar fora os próximos capítulos de nossa história. Não irei desistir dos seus olhos, de sua boca.
Não irei aceitar a brevidade, o fim precoce, como se o nosso encontro tivesse sido uma aventura ou uma paixão.
Não esgotamos nem o início de nossa entrega.
Nossa intensidade precisa de longa convivência para se espalhar, senão enlouqueceremos carregando a dúvida dentro de nós.
Não vou desistir, espero que esteja lendo aqui. Saber que me lê é encostar suavemente o meu cabelo em suas costas.
Não estou me diminuindo. Só se diminui quem não assume seu amor.
Não estou sendo submissa; submissa é quem não muda a realidade. Eu quero mudar, não nos entregarei de bandeja ao remorso.
Não pretendo que, daqui a alguns anos, a gente lamente o tamanho de nosso erro — podemos perceber agora e ainda corrigir.
Meu Amor, não se deixe acostumar com a tristeza. Não diga que foi melhor assim. Não se engane com o falso alívio.
Não podemos nos submeter ao destino.
O destino já fez seu trabalho de nos aproximar – agora ele pede nosso esforço.
O destino depois nunca reconcilia ninguém. O destino depois só afasta. O destino depois transforma o tempo em resignação
O destino depende que os dois se movimentem com todas as suas fraquezas. Venha, por favor.
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