domingo, 29 de agosto de 2010

O caixeiro viajante

- Sabe...

- Diz...
- Hoje é um dia que é parte da minha vida...
- Tem dias que fazem parte da nossa vida e outros que são partes da nossa vida. Esse dia é uma parte da minha vida. (encara)

- Como assim?
- Vou sentir sua falta.

- Muita?
- Imensa! Não sabe o quanto...
- Sei o quanto...




- (olhando, do alto, a cidade) não... Não sabe...
- Tanto quanto o tamanho dessa cidade?
- Multiplica...
- Por quanto?
- (sorri) Por quanto você achar necessário para não conseguir imaginar o quanto.
- Boa! (se olham novamente) touche!
- E você?
- Eu o quê?
- Quanto gosta de mim?
- Gosto tanto que chega doer. Um gostar que dói enquanto vai nascendo e crescendo... Você
entende?

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Deus não apenas perdoa, ele esquece. Apaga a Lousa. Destrói as provas. Queima o filme. Formata o computador. Ele não se lembra dos meus erro...